Eduardo Coudet é o esteio e o protagonista do projeto de futebol do Inter para 2024. Por isso, os dirigentes irão reforçar nas próximas semanas a proteção ao profissional, que vem cumprindo um roteiro perigoso de atritos com torcedores. O objetivo é evitar o desgaste de Coudet, aumentando a sua “vida útil” no cargo, dando-lhe tranquilidade para cuidar das coisas de dentro do campo para seguir a busca por um título ainda nesta temporada.
Após a vitória sobre o Delfín, sábado à noite, em Caxias do Sul, o treinador discutiu com um grupo de colorados que estava atrás de sua casamata. Insatisfeitos com a atuação do time, eles vaiaram e cobraram mudanças. Assegurada a classificação, o treinador virou-se para o grupo e devolveu as ofensas. Ele foi contido por outros integrantes da comissão técnica e levado para o vestiário, enquanto os jogadores comemoram a vaga na próxima fase da Sul-Americana sobre o gramado.
Depois, na zona mista, o presidente também concedeu uma entrevista forte, na qual afirmou haver fora do clube um movimento orquestrado para desestabilizar o clube. “Não vão levar! Não vão levar! Vamos continuar trabalhando e temos convicção de que estamos no caminho certo!”, afirmou o presidente, na zona mista do estádio Alfredo Jaconi.
Em sua entrevista, o dirigente já havia referido os pontos positivos do Inter em campo. Apesar de ter falhado no Campeonato Gaúcho, o time tem hoje um dos melhores aproveitamentos do Brasil. Além disso, perdeu apenas três jogos no ano. Ontem, o clube postou em suas redes sociais uma mensagem ressaltando exatamente os mesmos pontos.
A ideia é seguir assim, deixando o técnico exposto às críticas. A possibilidade de ele ser demitido é nula, até pela qualidade do trabalho, que é boa, a despeito da ausência de conquistas. O problema é que uma saída motivada pelo próprio técnico não pode ser descartada e nem seria novidade. Ele deixou o próprio Inter em 2020 e, no ano passado, também pediu demissão do Atlético Mineiro após atritos com a torcida.



