O quadro das finanças do Inter, agravado pelas enchentes que atingiram o Beira-Rio e o CT Parque Gigante em maio, não dá margem para manobras: o clube terá que vender pelo menos um jogador titular na janela do meio do ano, que abre em julho. De acordo com o orçamento aprovado pelos conselheiros no final do ano passado, o Inter deve arrecadar R$ 135 milhões com a venda de atletas em 2024.
Há algumas alternativas de negócios surgindo no horizonte colorado. A principal delas envolve Maurício. O meia de 22 anos (completa 23 ainda em junho) interessa a clubes da Europa desde o ano passado, mas o Palmeiras também fez uma proposta após o final do Campeonato Gaúcho. O clube paulista, inclusive, estaria disposto a aumentar a oferta inicial para ficar com o jogador, um pedido do técnico Abel Ferreira.
Maurício, que desembarcou no Beira-Rio no final de 2020 após uma troca com o Cruzeiro que também envolveu o atacante William Pottker, é um jogador valorizado, com mercado na Europa. Por isso, os dirigentes colorados acreditam que ele valha pelo menos 14 milhões de euros, sendo que 50% dos direitos pertencem ao Inter. O restante pertence ao Cruzeiro e ao próprio jogador.
Outro negócio com boas chances de evoluir nas próximas semanas envolve Vitão. Até o final de junho, ele está vinculado ao Shakhtar Donetsk, mas já há um pré-contrato válido por cinco anos assinado com o Inter. O zagueiro, que inicialmente veio de graça para cumprir um período de apenas três meses de empréstimo em Porto Alegre, já completou dois anos vestindo a camisa colorada. Ele é observado pelo Villarreal, da Espanha, além de clubes da Inglaterra.
O Inter fechou os primeiros quatro meses de 2024 com um déficit de R$ 98,6 milhões, de acordo com balancete enviado aos conselheiros na primeira semana de junho. Dos R$ 135 milhões que o clube pretende arrecadar na temporada com a venda de jogadores, apenas R$ 600 mil haviam entrado até abril. Ou seja, há um longo trabalho pela frente para o fechamento das contas de 2024.



