Brasil pode conquistar medalhas inéditas nos Jogos de Paris-2024


FALTAM 12 DIAS PARA OS JOGOS OLÍMPICOS DE PARIS-2024

O currículo brasileiro em pódios olímpicos é dos mais variados. O país do futebol já teve no peito a medalha de uma série de modalidades, como atletismo, natação, ginástica artística e boxe. Isso sem citar algumas mais recentes, casos do skate e do surfe, ou aquelas que são mais numerosas nas nossas conquistas, como vela, judô ou vôlei – seja de quadra ou de praia. Mas ainda há terreno para avançar mais. Neste sentido, em mais da metade das provas em disputa nos Jogos de Paris-2024, o Brasil nunca medalhou. A boa notícia, porém, é que em pelo menos em algumas delas, o horizonte é ensolarado em possibilidades.

São 26 as modalidades em que o Brasil não sabe qual é a sensação de pisar no pódio. Destas, há pelo menos duas boas apostas para quebrar o jejum. E, se bobear, até sonhar com o hino nacional tocando enquanto a bandeira sobe acima das outras. Falamos do tiro com arco e do tênis de mesa, onde, respectivamente Marcus D’Almeida e Hugo Calderano chegam credenciados a serem protagonistas. Se vão sair de lá campeões, é outra coisa. Mas são atletas que, dado o histórico recente, não vão à capital francesa com o status de coadjuvante.

Talvez o mais bem cotado de todos seja D’Almeida. O arqueiro carioca de 26 anos encerrou 2023 na liderança do ranking mundial, fruto de títulos importantes nos Estados Unidos, China e México. No Mundial, ainda no ano passado, terminou em terceiro lugar. Em junho de 2024, foi prata na Turquia, na etapa da Copa do Mundo, última competição antes de Paris. Ou seja, tem mostrado potencial para estar sempre brigando com equilíbrio pelos primeiros lugares. Em termos de título, ainda que a Coreia do Sul seja uma força na modalidade, o nome a ser batido é o do campeão olímpico Mate Gazoz, da Turquia, que também faturou o Mundial ano passado.



Hugo Calderano fez história ao tornar-se o melhor jogador de tênis de mesa das Américas
| Foto: Roberto/COB/CP

Quem também chega para os Jogos bem credenciado é Hugo Calderano. O mesa-tenista conseguiu um feito impressionante logo no início do ciclo olímpico, quando alcançou o terceiro lugar no ranking mundial, tornando-se o melhor jogador das Américas em todos os tempos. Em 2024, manteve-se no Top 10, posto em que está há sete anos. É outro que vem embalado por resultados recentes: foi campeão do Aberto do Brasil há poucas semanas, e logo em seguida também conquistou o primeiro lugar no Aberto da Eslovênia. Como é o quarto colocado no ranking de classificação, será cabeça de chave na competição, onde terá como principais adversários os chineses. Se não é favorito ao ouro, tem boas chances de pelo menos medalhar.

Além de D’Almeida e Calderano, o Brasil tem outras possibilidades de feitos inéditos nos Jogos deste ano. Em termos individuais, a esgrimista Nathalie Moellhousen ostenta a quinta colocação no ranking mundial e pode surpreender. O mesmo vale para Ana Sátila na canoagem slalom, onde vai disputar as provas do C1, K1 e X1, com boas perspectivas nas duas primeiras, onde é Top 5 no ranking mundial de ambas. Em termos coletivos, a melhor aposta é o conjunto brasileiro da ginástica rítmica, que tem figurado com assiduidade no pódio em várias competições internacionais.


Modalidades nas quais o Brasil não tem medalhas:

  • Badminton
  • Basquete 3×3
  • Canoagem slalom
  • Ciclismo BMX Racing
  • Ciclismo BMX Freestyle
  • Ciclismo de Estrada
  • Ciclismo MBK
  • Ciclismo de pista
  • Escalada
  • Esgrima
  • Ginástica de trampolim
  • Ginástica rítmica
  • Golfe
  • Handebol
  • Hóquei sobre grama
  • Levantamento de peso
  • Nado artístico
  • Polo aquático
  • Remo
  • Rugby de 7
  • Saltos ornamentais
  • Tênis de mesa
  • Tiro com arco
  • Triatlo
  • Wrestling





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