O início do novo trabalho de D’Alessandro no Inter é promissor. Contratado para dar suporte ao técnico Roger Machado e atuar como elo entre o grupo de jogadores e a diretoria, o ex-jogador desempenhou um papel importante na vitória colorada sobre o Cruzeiro, domingo, no Beira-Rio, por 1 a 0. Além de motivar os torcedores a comparecerem ao estádio para apoiar o time, ele reuniu-se com o elenco e destacou, entre outras coisas, que “para alcançar a recompensa, é preciso trabalhar, é preciso suar.”
O resultado foi evidente em campo. O Inter demonstrou maior intensidade na partida, possivelmente reflexo da reunião liderada por D’Ale. “Não fui contratado para entrar chutando a porta do vestiário. Estou aqui para melhorar o que o clube já tem de bom. Minha função é estar presente no dia a dia, viajar com a equipe, aproximar-me dos atletas e compartilhar minha experiência para que eles entendam que nada é de graça. Temos que correr atrás e nos dedicar. Assim foi construída a história do nosso clube, com raça e sacrifício”, afirmou D’Alessandro, que ontem concedeu sua primeira entrevista após assumir o cargo de diretor esportivo.
O ex-jogador acompanhará a delegação em todas as partidas e será uma presença constante no vestiário. Segundo ele, sua abordagem será baseada no diálogo franco com os jogadores. “Foi uma conversa sincera e aberta, de cara limpa. Não se pode mentir para os jogadores”, disse. “Não vou interferir nas questões técnicas e táticas. Vou focar na postura que precisamos adotar. O atleta precisa compreender a postura necessária para estar no Inter.”
D’Alessandro falou ao lado de André Mazzuco, que também foi recém-contratado e assumirá a função de diretor administrativo. Ambos ocuparão o mesmo nível hierárquico. Com passagens por outros grandes clubes brasileiros, Mazzuco defendeu a importância de projetos de longo prazo. “Sou um defensor dos processos e da continuidade; essa cultura imediatista precisa ser combatida. Podemos olhar para o Inter a médio e longo prazo e construir algo que torne o clube cada vez menos dependente de outras pessoas”, afirmou.



