Além da venda de mais jogadores, o Inter tem dois trunfos para superar o ano complicado do ponto de vista financeiro. O primeiro é a renegociação do patrocínio master da camisa, que já está em andamento. O outro é a renovação do contrato com o fornecedor de material esportivo. Em ambos os casos, há a previsão de um aumento de receitas e, provavelmente, de uma antecipação de valores, aliviando o caixa colorado ainda em 2024. “O Inter teve três anos com superávits consecutivos em suas contas, algo que não acontecia há muito tempo. E eu tenho que ter responsabilidade. Vamos trabalhar para equilibrar as finanças em 2024 e contamos com algumas receitas extras”, enfatizou o presidente Alessandro Barcellos, em entrevista à Rádio Guaíba, nessa quarta-feira.
Ao citar os esforços do clube para se equilibrar financeiramente, suportando o aumento dos gastos com futebol e, principalmente, o impacto das enchentes, que, de acordo com cálculos do clube, podem chegar a R$ 90 milhões, o dirigente citou ambas as negociações – fornecedor de material esportivo e patrocinador principal da camisa – como algumas das possibilidades de novas receitas. “Estamos negociando e observando o que ocorre no mercado”, disse.
O contrato com o Banrisul, que vigora desde o início da década passada, vence no final deste ano. A vontade dos dirigentes é manter o parceiro, que é fiel e próximo. Porém, nos últimos meses, o clube foi assediado por outras empresas, principalmente do ramo das apostas, que inflacionaram o mercado. O banco gaúcho, hoje, paga R$ 30 milhões anuais ao Inter.
O contrato com a Adidas, por outro lado, vence no final de 2025. Entretanto, devido ao tempo necessário para o desenvolvimento e a fabricação das peças, é preciso abrir as negociações com a atual parceira, além de ouvir outras propostas, já.
De maneira geral, o clube está satisfeito com a Adidas, mas o mercado de material esportivo está aquecido. O clube já foi alvo de sondagens de algumas empresas, inclusive da Reebok, que trabalhou com o Inter na década passada, vestiu o clube em suas maiores conquistas e voltou a atuar no Brasil através do Botafogo.
A Adidas é parceira do Inter desde 2020, quando substituiu a Nike, que, por sua vez, sucedeu a Reebok. Na época, o clube aceitou um contrato em que recebe uma parte das vendas da empresa em royalties, mas não tem direito a um aporte anual (modelo do contrato da Nike). A ideia dos dirigentes, após nova negociação, é mudar o modelo do acordo, recebendo um valor de “luvas”, além de uma parcela da venda dos produtos.



