O Inter encara o Gre-Nal 443, que ocorre no próximo sábado no Beira-Rio, com toda a sua importância tradicional. Trata-se de um duelo direto contra o rival histórico, um jogo que tem o poder de, em caso de sucesso, reforçar novas ou antigas convicções ou, por outro lado, de semear dúvidas. Organiza ou desorganiza a casa. Porém, para os colorados, a relevância deste clássico em especial vai além. Ela se encaixa no pacote de dez partidas que restam na temporada e que vão definir onde o Inter finalizará o Campeonato Brasileiro e, principalmente, quais competições terá em 2025.
Ou seja, a despeito de suas implicações históricas e anímicas, o time colorado quer a vitória porque precisa dos três pontos para dar mais um passo rumo à parte de cima da tabela. Agora que encontrou um lugar dentro do G-6, o Inter vai em busca de uma vaga direta na próxima edição da Libertadores.
“Uma vitória nesse clássico, diante da nossa torcida, nos deixa em uma condição importante, consolida mais ainda o trabalho e cria uma perspectiva de ter clareza para 2025. Isso é o mais importante para o Inter. O clássico nos consolida no G-4”, afirmou o vice de futebol, José Olavo Bisol, na sexta-feira, em entrevista no CT Parque Gigante.
O momento da equipe de Roger Machado, que não perde há nove rodadas do Brasileirão, mostra que o caminho está correto. Porém, ficar no G-4 é garantia de um início de temporada bem menos complicado em 2024, com menos compromissos decisivos nos primeiros meses do ano. Com a vaga direta, o primeiro jogo na fase de grupos do torneio continental é no início de abril. Se precisar disputar a pré-Libertadores, por outro lado, o Inter terá duas fases de mata-matas a partir da segunda quinzena de fevereiro.
“Estamos vivendo uma semana importante. Temos um clássico, o que sempre é uma motivação especial. Mas também temos uma perspectiva no Campeonato. Precisamos da vitória para a consolidação do trabalho e da campanha, que é fundamental para o nosso futuro e para 2025. A nossa meta é a vaga direta na Libertadores. Por isso, a vitória no Gre-Nal é importante. Chegamos em um momento bom, mas não dá para dizer que em clássico há alguma vantagem. As coisas se nivelam. Além disso, os números mostram que o nosso adversário também vive um momento bom”, finaliza Bisol.



