Promessa gaúcha do badminton participa da Gymnasiade-2024, no Bahrein


Em um país no qual o futebol é onipresente e a relação de esportes que batem ponto na mídia é um tanto quanto restrita, não chega a ser surpreendente que, quando Eduarda Prates, então com seis anos, foi convidada para fazer aulas de badminton e estranhou o nome da modalidade. Mesmo assim, foi, afinal era um projeto da Escola Estadual Paraíba, no bairro Aberta dos Morros, que parecia divertido. Ao que tudo indica, a performance da gaúcha de Porto Alegre foi surpreendente. Não em termos de resultados, claro, mas de potencial. Tanto que dois dias depois, a professora e técnica Vera Mastrascusa procurou a família da garota.

“Ela entrou em contato com a minha mãe perguntando se eu tinha interesse de treinar. Eu fui e logo em seguida estava treinando com o pessoal. Não demorou muito e eu já estava jogando contra os meninos mais velhos, de 12, 13 anos”, conta Eduarda. Aliás, a partir desta quarta-feira, bem, mas bem longe de Porto Alegre, ela, agora com 17 anos, já uma atleta consolidada da modalidade, começa a participação no Mundial Escolar, a Gymnasiade 2024, no Bahrein.

A estranheza do público em geral sobre o esporte nunca cessou. “Até hoje, normalmente quando falo que sou atleta e me perguntam de que esporte, eles perguntam ‘Badminton, o que é isso? Mas meio que já tenho um roteiro, explico que se joga com raquete e peteca”, conta. Fato é que a garota – e Vera – foi percebendo que levava jeito para a coisa.



Atleta foi descoberta pela técnica Vera Mastrascusa
| Foto: Mauro Schaefer

“Quando eu era pequena, ainda levava muito com diversão, e por gostar continuei indo. Aí vi que podia ganhar o Estadual. E então percebi que poderia levar pra minha vida”, conta. Convocada para as seleções de base desde muito jovem, acostumou-se com o ambiente das disputas e da pressão. Hoje, tem como diferencial a potência. “Posso dizer que sou diferente por causa da força, não sou uma pessoa que desiste fácil”, descreve Eduarda.

No Bahrein, no entanto, a intenção é menos focar nos resultados e mais na experiência em si. “É como se fosse uma Olimpíada, são quatro, cinco mil atletas, com todos os países mais fortes do badminton, como China, Dinamarca, Malásia, Japão, França…”, enumera ela, citando as asiáticas como as favoritas.

Fora da quadra, Eduarda tem como modelo o principal nome do badminton feminino do Brasil: Juliana Viana. Que, adivinhe, é uma das melhores amigas da gaúcha. “Eu me espelho muito nela, é uma simplista ótima”, diz em relação à categoria que a compatriota joga.


A Gymnasiade 2024 começa hoje e vai até o dia 31 de outubro, tendo como sede no Bahrein a capital Manama. Incluídas as modalidades paralímpicas, serão 45 esportes em disputa.



O jogo baseado na força é uma das características do estilo da gaúcha
| Foto: Mauro Schaefer





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