O torcedor com mais de 40 anos certamente irá recordar de duelos históricos entre os finalistas da Copa do Brasil 2024. Quando a bola rolar às 16h de domingo para Flamengo e Atlético-MG, no Maracanã, as lembranças do Campeonato Brasileiro de 1980 e da Libertadores da América de 1981 virão à tona. Por mais que se esforce, nenhum dos dois lados é capaz de esquecer o que ocorreu quando a geração de Zico e Reinaldo se enfrentou em duelos históricos.
Quatro décadas depois, os tempos são outros, a competição é outra, o Maracanã não comporta mais 150 mil pessoas e os personagens de agora não têm o peso dos de antigamente Mas o título do torneio, além de milhões em premiação, tem sim relevância. Para o Galo, que no fim do mês também decide a Libertadores, seria o Tri enquanto para os Rubro-Negros, o Penta.
Cerca de 60 mil torcedores são aguardados para o primeiro jogo da decisão. Depois de uma temporada abaixo das expectativas a partir da continuidade de Tite no comando do Flamengo, a Copa do Brasil, desde a classificação contra o Corinthians virou o prêmio de consolação para o clube de investimento milionário e que trocou o experiente treinador para um promissor no cargo, mas figura de destaque na recente e vitoriosa era Rubro-Negra.
“O que a gente tem que sempre tentar é ser o mais frio possível nessa decisão, poder desfrutar dessa decisão e que a emoção não tome conta da razão”, diz o técnico Filipe Luís, que espera contar com a volta de Alexsandro. Pulgar e Bruno Henrique estão suspensos e só voltam em Belo Horizonte.
Do outro lado, o Atlético terá as voltas de Bernard e Zaracho como alternativas. O time chega embalado após voltar da Argentina onde eliminou o River Plate apenas administrando a vantagem do 3 a 0 na ida. “Vimos que uma série, muitas vezes, se define no primeiro jogo ou encaminhasse muito bem. Cuidado, atenção e respeito”, projeta e alerta o diretor de futebol do Galo e ex-goleiro, Victor Bagy.
Dado o passado de 1980 com José de Assis Aragão e também de 1981 José Roberto Wright, marcados por prejudicar os mineiros, e dada a atual fase dos árbitros brasileiros, a arbitragem estará sob pressão. O gaúcho Rafael Klein será irá apitar no Maracanã e Raphael Claus, na volta na Arena MRV.



