Renato surpreendeu no meio de semana contra o Juventude quando escolheu Geromel para a vaga do suspenso Jemerson. Ao perder Rodrigo Ely machucado no meio de partida o treinador lançou mão de Gustavo Martins que vinha se recuperando de lesão. Um dos dois permanecerá entre os titulares quarta-feira contra o Cruzeiro, uma vez que Ely não deve reunir condições. O fato é que agora não só o duelo com os mineiros, mas os outros três restantes no Brasileirão ganharam um caráter decisivo dada a situação na tabela.
Nesse aspecto, o da decisão, a experiência é levada em conta. 17 anos separam os 39 de Geromel dos 22 de Gustavo, distância considerável que tem prós e contras. “Só de estar no dia a dia, treinos e vestiário, a presneça dele é gigantesca, quanto mais dentro do campo. Claro que hoje as condições dele hoje são outras, mas mesmo ele jogando um pouco abaixo do que estamos acostumados vai ser muito importante”, diz Marcelo Oliveira, ex-lateral esquerdo campeão muitas vezes no Grêmio ao lado do capitão do Tri da América.
Marcelo trabalhou também como dirigente tendo o parceiro de time ainda na ativa recentemente. É do período dentro das quatro linhas, porém, que ele salienta situações que pesam a favor de Geromel: “São muitas coisas que são faladas dentro do campo, orientadas e lideradas por ele. Ele ajuda muito não na parte técnica que o torcedor está acostumado a ver, mas muitas coisas que não se tem acesso. Um inventivo ou uma orientação para um companheiro e também pelo fato dos adversários respeitarem muito a presença dele”.
Geromel anunciou a sua aposentadoria em outubro e certamente imaginava encerrar o ciclo no clube sem ter que passar por momentos delicados novamente. Se as próximas emoções serão sentidas orientando o time dentro de campo ou incentivando do banco de reservas, o fato é que a trajetória do zagueiro vive os últimos atos. E ele são decisivos como ele foi toda vez que vestiu a camisa tricolor.



