A Justiça negou o pedido de um torcedor do Inter para impedir a inclusão do Beira-Rio no plano das debêntures, que será votado pelos conselheiros na próxima segunda-feira em reunião extraordinária. A decisão é uma vitória da gestão colorada, que quer aprovar o projeto para captar R$ 200 milhões no mercado financeiro para abater dívidas bancárias com juros mais elevados.
O associado Dilto Marques Nunes ingressou com uma ação na semana passada porque considerou que, se o Beira-Rio passar para o nome de terceiros, isso colocaria em risco seus direitos. Ele tem uma cadeira no estádio, que entra no negócio na condição de alienação fiduciária. Ou seja, passa para o nome dos investidores imediatamente, retornando ao patrimônio colorado quando a dívida das debêntures for paga, em até cinco anos.
De acordo com a decisão da juíza Daniela Azevedo Hampe, da 10ª Vara Cível de Porto Alegre, “ainda que se concretize empréstimo em que o estádio sirva como garantia de pagamento, presume-se que serão preservados os direitos dos milhares de sócios. Antes de estabelecidas as condições de eventual futuro contrato, prematuro afirmar prejuízo de qualquer ordem ao sócio. Importante lembrar que o clube conta com diversas fontes de recursos, como direitos de transmissão de jogos, marca, patrocínios, publicidade, bilheteria, não se vislumbrando por ora a perda do estádio e a possibilidade de se cogitar perdas e danos em favor do autor”.



