Conselho do Inter vota hoje se aprova plano das debêntures, que tem Beira-Rio como garantia


Os conselheiros do Inter votam nesta segunda-feira à noite se aprovam ou rejeitam o projeto das debêntures, elaborado pela gestão como forma de ajudar o clube a enfrentar o seu alto grau de endividamento. A ideia é captar cerca de R$ 200 milhões junto a investidores, oferecendo uma série de garantias, entre as quais o Beira-Rio. Por isso, o tema tem gerado bastante debate nas últimas semanas, dividindo os colorados. A expectativa é de uma votação apertada, com um dos lados vencendo por pequena margem de votos.

O tema, aliás, só precisa da aprovação do Conselho Deliberativo (CD) porque o Beira-Rio será dado como garantia, passando por uma alienação fiduciária. Na prática, o estádio ficará no nome dos investidores, só retornando para o clube quando o débito for inteiramente quitado. O plano prevê que os R$ 200 milhões serão pagos em cinco anos. Ou seja, até 2030.

O projeto foi concebido como forma de ajudar o clube a pagar as suas dívidas, que já ultrapassaram os R$ 700 milhões. Com o valor, o Inter pagaria uma série de empréstimos com bancos, cujos juros são mais altos.

A discussão nos bastidores é intensa. A gestão liderada pelo presidente Alessandro Barcellos, que, em tese, tem maioria dentro do CD, aposta na aprovação e argumenta que o projeto das debêntures é parte de um plano mais amplo de enfrentamento das dívidas, que também prevê contenção de despesas e elevação das receitas.


Os conselheiros de oposição, por outro lado, lembram que os atuais dirigentes já acessaram “dinheiro novo”, como no ano passado, quando o clube recebeu R$ 109 milhões da Liga Forte União, e, mesmo assim, não conseguiram reduzir as dívidas. Pelo contrário, elas aumentaram em 2023. Além disso, eles temem que a inadimplência, em algum momento dos próximos cinco anos, possa fazer o clube perder o Beira-Rio para os credores.





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