Após semanas de espera, o Grêmio anunciou, neste sábado, quem irá assumir o comando do clube em 2025. O argentino Gustavo Quinteros foi escolhido para ocupar o lugar de Renato Portaluppi e um dos três auxiliares da comissão técnica é um personagem conhecido para os brasileiros. Leandro Desábato, primo de Quinteros, ganhou fama no país há 20 anos, em abril de 2005, quando foi preso por cometer racismo contra o então atacante Grafite, do São Paulo, em um jogo válido pela Libertadores.
O ex-zagueiro do Quilmes gerou uma confusão ainda durante o primeiro tempo da partida após um lance entre Grafite e outro integrante do seu time. Na ocasião, Desábato chamou o ex-atacante de “negro de merda”, conforme apurado à época. Apesar do incidente, o argentino terminou a partida normalmente, enquanto Grafite e o outro jogador envolvido no lance foram expulsos.
No entanto, logo depois do apito final, Desábato foi detido ainda no gramado no Morumbis, algemado e denunciado por injúria qualificada. Deixou o estádio em um carro da Polícia Civil, passou duas noites preso e só conseguiu deixar o local 43 horas depois ao pagar uma fiança de R$10 mil. Em outubro de 2005, Grafite retirou a queixa de racismo e o caso foi encerrado.
Desábato iniciou a carreira como técnico ainda no Estudiantes, há quatro anos e virou auxiliar de Quinteros no início deste ano, quando ambos trabalharam no Vélez Sarsfield. Em 2025, irão repetir a parceria, desta vez no Grêmio.



