Um ponto a mais e um jogo a menos separam o líder Fortaleza do Botafogo. No entanto, a diferença entre os dois times que se enfrentam neste sábado à noite no Nilton Santos, é muito maior fora de campo.
Marcelo Chamusca, Ricardo Resende, Enderson Moreira, Lúcio Flávio, Luís Castro, Cláudio Caçapa, Bruno Lage, Tiago Nunes, Fábio Mathias e Arthur Jorge, entre efetivos e interinos, são os dez treinadores que comandaram o Glorioso apenas no período em que Juan Pablo Vojvoda está à frente do Leão do Pici, desde maio de 2021. A discrepância não para por aí.
Os dois clubes aderiram à SAF. Enquanto o dono do futebol no Fogão, o americano John Textor derrama dinheiro nas últimas duas temporadas, os cearenses não abriram mão da gestão da principal pasta. E não cogitam vender as ações no mercado, mas por isso os investimentos não são ambiciosos.
Esse ano o Fortaleza realizou as três maiores transações da história do futebol nordestino: Moisés, Machuca e Caio Alexandre custaram cerca de R$ 42 milhões. Porém, na comparação somente com quem está mais perto na tabela, tem-se uma ideia do tamanho do feito do time de Vojvoda até aqui. Só na recente contratação do argentino Thiago Almada, o Botafogo lançou mão de R$ 137 milhões. Ou seja, uma concorrência desleal no mercado.
Os perseguidores dos líderes estarão de olho no jogo. O terceiro lugar Palmeiras, que só tem o Brasileirão pela frente, pega o Athletico fora de casa. O Flamengo, após perder Michael e De La Cruz machucados por um bom tempo, anunciou o atacante equatoriano Gonzalo Plata, por R$ 24 milhões e o meia argentino Carlos Alcaraz por outros R$ 110 milhões. O Mengão visita o Corinthians afundando no zZ4.



