Com 16,41 metros como melhor marca, Almir Júnior não avança para a última fase da final do salto triplo em Paris-2024


O sonho do pódio olímpico durou três saltos para Almir Júnior, atleta da Sogipa, que competiu nessa sexta-feira na final do salto triplo. Sem conseguir terminar entre os oito primeiros após três rodadas, o brasileiro deu adeus à competição, terminando a decisão no 11º lugar, com o seu melhor salto atingindo 16,41 metros. O ouro ficou com o espanhol Jordan Diaz Fortun (17,86m), a prata com o português Pedro Pichardo (17,84m) e o bronze o italiano Andy Dias Hernandez (17,64m).

Pelo regulamento olímpico, os 12 finalistas tinham direito a três saltos. Após três rodadas, os oito melhores seguem na competição e têm direito a mais três tentativas. O vencedor é definido pela maior distância dos seis saltos.

Em sua primeira tentativa, Almir saltou para 16,41 metros, uma distância que logo ficou claro que não seria suficiente para brigar nem mesmo pelo pódio. Ao final da primeira rodada, o brasileiro estava em 9º entre os 12 competidores. Àquela altura, precisava saltar pelo menos 16,51 metros para seguir na disputa. Veio a segunda tentativa e, na busca de uma marca melhor, arriscou mais e acabou queimando ao ultrapassar a linha do salto. Com isso, viu os adversários tornar os índices ainda mais complicados de serem superados.

E assim Almir foi para a sua terceira tentativa. Caso não superasse a distância de 17,00 metros, que até era do oitavo colocado, o cubano Lazaro Martínez, era o fim da linha nos Jogos de Paris. Receoso de queimar novamente a tentativa, Almir fez um salto mais conservador, partindo com mais de 21 centímetros antes da tábua. A consequência foi um salto de 16,28 metros. O sonho olímpico estava adiado para Los Angeles-2028.


Essa foi a segunda vez que Almir Júnior disputou uma Olimpíada, tendo também participado dos Jogos de Tóquio, em 2021. Nascido em Matupá-MT, o atleta chegou à Sogipa aos 15 anos, destacando-se inicialmente na prova de salto em altura. Em 2016, mudou para o salto triplo, onde ganhou destaque mundial.
Em 2018, em Birmingham, conquistou a medalha de prata no Campeonato Mundial Indoor. No mesmo ano, saltou 17,53 metros no Meeting de Guadalupe, entrando para a história como o terceiro melhor triplista do atletismo brasileiro, atrás apenas de Jadel Gregório (17,90 metros) e João do Pulo (17,89 metros).





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