Formada no início de agosto, a comissão especial do Conselho Deliberativo, criada para analisar o pedido da direção do Inter de lançar no mercado um plano de debêntures, não conseguiu avançar em seus trabalhos. A imposição de um termo de confidencialidade estaria restringindo a possibilidade de os conselheiros avaliarem a proposta.
O grupo, composto por sete integrantes, é liderado pelo conselheiro Alexandre Chaves Barcellos. A primeira reunião ocorreu em 8 de agosto. Posteriormente, a comissão foi recebida pelo conselho de gestão do Inter, que fez uma apresentação bastante similar àquela feita a todo o Conselho Deliberativo.
Por discordarem das condições do termo de confidencialidade, que prevê, entre outras cláusulas, o pagamento de uma multa de R$ 100 mil em caso de divulgação de dados sensíveis do clube, os membros da comissão não tiveram acesso a documentos considerados vitais para avaliar a proposta de lançamento do plano de debêntures. O projeto prevê a captação de R$ 200 milhões no mercado, utilizando o Beira-Rio e as receitas oriundas do quadro social como garantia, alterando o perfil da dívida do Inter.
Diante do impasse, os integrantes da comissão especial enviaram, na última sexta-feira, um ofício ao presidente do Conselho Deliberativo, Gustavo Juchem, comunicando a interrupção dos trabalhos. Em princípio, o grupo tinha 60 dias para formular um parecer, que seria apresentado aos conselheiros. Agora, um novo prazo deve ser estabelecido.



