Um grupo de sete conselheiros avaliará o avanço do endividamento do Inter e a proposta, apresentada pelo presidente Alessandro Barcellos em junho, para enfrentar o problema. A comissão será presidida pelo conselheiro Alexandre Chaves Barcellos e tem 60 dias para apresentar um parecer, que posteriormente será apreciado pelo Conselho Deliberativo (CD).
A comissão foi formada por determinação do presidente do CD, Gustavo Juchem. A ideia surgiu após uma apresentação feita aos conselheiros em reunião no dia 17 de junho, quando os atuais dirigentes formalizaram a proposta de lançamento de um plano de debêntures para captar dinheiro no mercado, alterando o perfil da dívida colorada.
Resumidamente, o plano é captar cerca de R$ 200 milhões junto a investidores. Esse dinheiro seria usado para o pagamento de outras dívidas, principalmente com outros clubes, fornecedores e bancos. Porém, deverá ser devolvido aos investidores, com juros e correção, em um prazo que será definido no próprio plano. Nas últimas semanas, Alessandro Barcellos reuniu-se com ex-presidentes do clube para apresentar o projeto de debêntures e angariar apoio para a aprovação do projeto.
A comissão especial é composta por Alexandre Chaves Barcellos, André Miola, Bruno Becker Vanuzzi, Diogo Bier, Paulo Corazza, Pedro Luiz Bossle e Roberson Machado Soares. O grupo também buscará entender a destinação dada pela atual gestão aos recursos pagos pela Liga Forte União em 2023 ao Inter, montante que chegou a R$ 109 milhões.
Evolução da dívida
Apesar das promessas de redução, a dívida do Inter seguiu crescendo nos últimos anos. O clube terminou 2020 com R$ 599 milhões de endividamento. Em 2023, o valor chegou a R$ 703 milhões.



