O Inter precisa encontrar-se dentro de sua nova realidade. Sem a força do Beira-Rio, longe do CT e da torcida e com um visível déficit físico, o time colorado repetiu antigos defeitos, além de apresentar alguns novos, e acabou derrotado pelo Belgrano, na noite de terça-feira, por 2 a 1 na noite que marcou a volta aos gramados após um mês de afastamento devidos às enchentes. Recuperar-se na Copa Sul-Americana e viver um Brasileirão sem riscos são os desafios de Eduardo Coudet e de seus comandados.
“A gente vai ter que se adaptar. Essa é uma situação que temos que encontrar um jeito de viver”, afirmou o técnico, após a partida disputada na Arena Barueri, no interior paulista, apesar de o mando ser do Inter. “Foi uma partida importante e só tinha 3 mil pessoas. Se fosse no nosso campo e na nossa cidade, seguramente, jogaríamos com 45 mil conosco”, continuou.
O problema é que apenas a falta do Beira-Rio não justifica a derrota. O Inter dominou completamente o jogo, principalmente no primeiro tempo, mas criou poucas chances para marcar, exatamente e como ocorria antes das enchentes, apesar de ter dois dos mais cobiçados atacantes da América do Sul. Acabou permitindo a virada em dois lances isolados no final do primeiro tempo, ambos separados por apenas três minutos.
“O grupo trabalha muito, dá tudo nos treinos. Mas precisamos trabalhar mais. O ritmo só vamos ter quando jogarmos”, seguiu Coudet, que agora precisa montar uma equipe para enfrentar o Cuiabá, neste sábado, pelo Campeonato Brasileiro. Nesta partida, ele ainda contará com Borré, já convocado para a seleção colombiana. Além disso, pode ganhar o reforço de Wanderson, que está praticamente recuperado de lesão.
SITUAÇÃO SE COMPLICOU
A derrota para o Belgrano sepultou as chances de o Inter terminar a fase classificatória da Copa Sul-Americana na liderança do seu grupo. Ou seja, para ainda seguir na competição, terá que somar pontos suficientes nas duas rodadas que lhe restam para chegar na segunda posição. Neste caso, terá que disputar um mata-mata conta um time que vem da Libertadores, poluindo o calendário já abarrotado com mais duas partidas.
Após o confronto com o Cuiabá, neste sábado, que é pelo Brasileirão, o Inter define o seu futuro na Sul-Americana no início de junho jogando contra o Real Tomayapo, em Tarija, dia 4 (terça-feira) e o Delfín, no estádio Alfredo Jaconi, dia 8 (sábado). O Belgrano, com 12 pontos, já é primeiro lugar. Delfín, que tem oito, está na briga com o Inter, com só cinco pontos, pelo segundo.



