O Inter decide nesta terça-feira a classificação para as oitavas de final da Copa Sul-Americana contra o Rosario Central. Enquanto os argentinos jogam pelo empate para pegar o Fortaleza na próxima fase, os gaúchos precisam vencer por no mínimo um gol de diferença para levar aos pênaltis. Vitória por uma margem maior, necessidade para classificação direta, foi alcançada em um terço dos jogos realizados em casa na temporada.
O torneio sul-ameicano é a quarta competição do calendário colorado em 2024. Foi no Campeonato Gaúcho, a primeira delas, que o time de Eduardo Coudet conseguiu fazer o que necessitam repetir amanhã os comandados de Roger Machado. Foram quatro vitórias com o placar suficiente para ir adiante: 3 a 0 no Ypiranga de Erechim, 2 a 0 no Caxias, 3 a 1 no Brasil de Pelotas e 3 a 0 no São Luiz de Ijuí.
No Brasileirão, antes da enchente, o Inter não superou os rivais pela diferença necessária. Na verdade bateu somente o Bahia na estreia por 2 a 1 e ficou no 1 a 1 com o Atlético-GO, última partida pré-enchentes. Após a parada, derrota para o Vasco por 2 a 1.
Antes dos cariocas, houve o reencontro com a torcida 70 dias depois das águas passarem. E outra derrota no Beira-Rio marcou a despedida de Coudet. Desta vez de 2 a 1 para o Juventude pela Copa do Brasil.
O argentino chegou a treinar a equipe em casa uma única vez na Sul-Americana: empate por 0 a 0 sob vaias diante do Real Tomayapo, da Bolívia. O Inter ainda assim assegurou o segundo lugar da chave ao derrotar, como mandante no Alfredo Jaconi, o Delfín por 1 a 0.
Julho chega com somente 12 jogos realizados no Beira-Rio, uma realidade atípica para a época. No total foram três empates, duas derrotas e sete vitórias. Destas, seis no Gauchão e uma única no Brasileirão, ainda assim por um placar insuficiente para comemorar diante do Rosario.
Ou seja, para garantir tranquilidade não só durante os 90 minutos, mas também no segundo semestre, o Inter terá que superar o retrospecto recente contra adversários mais resistentes.



