Roger celebra mudança de momento do Inter e elogia competitividade de todos os setores


O técnico Roger Machado voltou a exaltar, após a vitória sobre o Cuiabá nesta segunda-feira, o jogo coletivo do Inter que, segundo ele, levou a uma mudança de momento do time na temporada. A transformação, conforme o treinador, partiu de dentro do vestiário e chegou aos torcedores, que agora acreditam e redobram o apoio à equipe no Beira-Rio.

“A forma coletiva que eu desejo precisava evoluir. O Inter sempre conseguiu fazer grandes distâncias em campo. As distâncias diminuem no meu modelo, mas as intensidades aumentam. Fica mais agrupado no campo, mais compactado para ações mais intensas e explosivas”, analisou o treinador.

Sobre a relação com a torcida, ele frisou a troca entre campo e arquibancada. “O movimento começa interno, mas continua no ambiente externo, puxado pelo torcedor. Ele é o grande motivo para a gente estar aqui trabalhando”, definiu. “Quando a gente vive maus momentos, a primeira coisa que vem à tona é se a gente não se esforça ali dentro. Surgem teorias conspiratórias de ambiente rachado. Isso maltrata quem trabalha com seriedade”, avaliou Roger.

“Nosso trabalho também é resgatar a confiança externa, com um grande jogo, com boas atuações”, projetou o técnico. Sob seu comando, o Colorado descontou a desvantagem para a zona de Libertadores e agora tem aproveitamento para entrar na briga direta, quando compensar todos os jogos atrasados.

Roger também ponderou uma abordagem científica para suas cobranças no vestiário. “No Brasileiro, se não tiver 80 a 90 ações defensivas por partida – desarmes e interceptações – não consegue equilibrar o jogo”, afirmou. “Eu mostro na TV e na estatística para eles. Pelo menos 30 dessas roubadas tem que acontecer no campo de ataque”, citou.


“Quando os atacantes participam ativamente desse processo, não só o time vence, como eles tem ação decisiva no resultado da partida”, acrescentou Roger. “Isso tudo parte de uma tática bem feita, para que eu possa cobrar.”





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